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Pura70, novo smartphone da Huawei, se esgota após lançamento

Por Folha de São Paulo

18/04/2024 9h00 — em
Economia



PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - Sete meses depois de voltar ao mercado de celulares avançados com o modelo Mate 60, a empresa chinesa de tecnologia Huawei lançou novo smartphone, Pura70, a preços considerados elevados por analistas no país.

Apesar disso, segundo relatos em mídia chinesa, colocados à venda online às 10h08, horário local (23h08 em Brasília), os aparelhos disponíveis teriam se esgotado em cerca de um minuto. Por volta do meio-dia, restavam poucas unidades nas lojas físicas da Huawei, com longas filas.

A linha Pura70 começou ser vendida em duas versões, Pro e Ultra, respectivamente por 6.499 yuans (US$ 900) e 9.999 yuans (US$ 1.400). A versão básica, por 5.499 yuans (US$ 760), chega ao mercado na próxima segunda-feira.

O smartphone é apresentado como primeiro com câmera retrátil e lentes telescópicas e com mensagens de imagem via serviço de satélite Beidou, além das ligações e mensagens de texto. A linha Pura, antes apenas P, é voltada aos consumidores mais jovens, daí a atenção com foto e vídeo, enquanto a Mate é para profissionais.

Usa o sistema operacional HarmonyOS 4.2 e o modelo de inteligência artificial Pangu LLM, ambos desenvolvidos pela própria Huawei. Não foi divulgado pela empresa, mas sites chineses registravam, horas após o lançamento, que a linha Pura70 usa o novo chip Kirin 9010, versão atualizada do 9000S também desenvolvido pela Huawei.

O design dos novos celulares, na descrição da empresa, apresenta "um padrão de trama leve, inspirado no fluxo de luz e sombra entre edifícios modernos", entre outros, e quatro cores.

O lançamento era esperado para a última semana, mas teria sido adiado para evitar a coincidência com a visita à China da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen.

O lançamento do Mate 60 no ano passado coincidiu, ao que tudo indica propositalmente, com uma visita da secretária de Comércio, Gina Raimondo, que dirige o departamento que mais sancionou a Huawei, nos últimos cinco anos.

A empresa foi proibida pelos EUA de usar chips fabricados na taiwanesa TSMC, que era sua fornecedora e também da Apple, a partir de maio de 2019. Antes do agravamento das sanções, a Huawei chegou a passar a coreana Samsung e liderar as vendas globais de smartphones.

Outras medidas adotadas contra ela incluíram o veto ao uso das ferramentas do Google e do próprio sistema Android, daí o desenvolvimento do HarmonyOS. Também a prisão domiciliar por quase três anos da diretora financeira Meng Wanzhou, no Canadá.

Na quarta (17), seu atual presidente rotativo, Xu Zhijun, declarou durante encontro anual da Huawei que consolidar o ecossistema de aplicativos do HarmonyOS, chegando aos 5 mil que havia no Android, "é a missão crucial em 2024".

A partir daí, o sistema operacional "irá gradualmente para os mercados internacionais, se expandindo país por país".


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