BRASÍLIA - A Executiva nacional do PSDB, comandada agora pelo presidente da legenda e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu na manhã desta terça-feira reafirmar o fechamento de questão para aprovação da , mas sem punição dos que votarem contra.
Alckmin, mais cedo, defendeu que tem que haver empenho para a aprovação da reforma. O fechamento de questão já havia sido aprovado na reunião da Executiva em dezembro, mas a bancada na Câmara continua dividida.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, defendeu agora o fechamento de questão com punições severas para quem votar contra, o que significaria suspensão e até expulsão do partido.
— Se não aprovar a reforma da previdência agora, o Brasil vai quebrar — disse Perillo.
— O apoio a reforma tem que ser incondicional e o partido não deve se intimidar com pressões — disse o prefeito de Manaus e pré-candidato a presidente, Arthur Virgilio, na reunião .
Na reunião de dezembro não foi aprovada punição de quem votasse contra. Alckmin argumentou, a época, que primeiro fariam uma operação de convencimento dos deputados. Desde ontem ele está em Brasília se reunindo com as bancadas, e defendendo a aprovação da previdência. Mas há dúvidas se será colocada em votação esse ano.
O prefeito de Porto Alegre , Nelson Marchezan Júnior, questionou que sobre o fatiamento da proposta de reforma.
— Não sabemos que proposta será votada, o que vemos é um monte de retalho — disse o prefeito.
Os governadores presentes destacaram a necessidade de fazer reforma da Previdência também nos estados. O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, disse que irá fazer a reforma da previdência do estado nos próximos três meses, elevando a contribuição de 11 para 13%. Alckmin exaltou a nFundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) como um exemplo na questão previdenciária a disposição de estados e municípios.


