LONDRES - A próxima semana será a mais importante do ano para a economia? Pelo menos esta é a pergunta feita pelo Bank of America em relatório para clientes. Encontros de presidentes, tensões comerciais e anúncios de bancos centrais estão entre os eventos da semana. Cada um deles tem o potencial de impulsionar o mercado financeiro e moldar o cenário para o crescimento global após sinais de desaceleração no primeiro trimestre.
Confira o que é preciso ficar de olho:
Investidores terão a primeira oportunidade de avaliar o encontro dos líderes do G7 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão). Trump justificou a mudança de postura pelas declarações de Justin Trudeau, anfitrião da cúpula, durante a coletiva de imprensa que encerrou a reunião.
Na semana passada, o presidente americano disse que previa “um grande sucesso” e que poderia até assinar um acordo com Kim para acabar com a Guerra das Coreias. Nos EUA, o governo vai divulgar um relatório sobre a inflação do país, que devem ajudar a entender quão aquecida — ou não — está a economia americana.
A legislação para o Brexit da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, volta à Câmara Baixa do Congresso, após receber 15 emendas na Câmara alta. Os ministros de sua equipe vão tentar vencer muitas dessas derrotas. Entre os temas principais, estarão qual será o poder do Parlamento sobre o acordo do Brexit e se o Reino Unido deve tentar permanecer em uma união alfandegária.
QUARTA-FEIRA
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar a taxa de juros pela segunda vez este ano. Além disso, serão divulgadas novas projeções sobre a trajetória adiante, o que pode sugerir mais quatro altas até o fim de 2018, em vez das três sugeridas em março. Ao mesmo tempo, o banco central da Argentina deve manter suas taxas de juros em 40% ao ano enquanto tenta estabilizar o peso.
QUINTA-FEIRA
O Banco Central Europeu se aproxima do fim do programa de estímulos à economia com compra de títulos: a expectativa é que a reunião desta quinta-feira seja a primeira conversa formal de quando e como fazer isso. Pesquisa feita pela Bloomber aponta que um terço dos economistas acredita que o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, vai definir uma data para o fim do programa, enquanto quase metade (46%) só vê mais detalhes após a reunião de julho.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o princípio saudita Mohammed bin Salman, vão se encontrar na abertura da Copa Mundial da Rússia, um evento que pode afetar o mercado de petróleo. Há chances de avanço de conversas uma semana antes de reunião crucial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena.
SEXTA-FEIRA
O Banco do Japão (banco central japonês) deve fechar a semana exatamente como começou: sem aperto na política monetária. O BC ainda está comprando uma quantidade grande de títulos do governo e deve continuar a fazer isso diante do recuo da economia no primeiro trimestre.
O dia 15 de junho é o prazo para os Estados Unidos divulgarem uma lista final de produtos chineses sujeitos a US$ 50 bilhões em tarifas, que podem ser impostas logo depois. Também na sexta-feira o banco central da Rússia deve manter inalterada a taxa de juros, de 7,25% ao ano.

