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Próxima gestão deve fazer esforço fiscal parecido com o do governo atual, afirma Durigan

Estadão

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a próxima gestão a ser eleita no Brasil deve fazer um esforço fiscal semelhante ao que o atual governo fez, de 2 pontos porcentuais do PIB, só que mais focado nas despesas para por País em trajetória sustentável fiscalmente. Ele concedeu pela manhã entrevista à Rádio Jornal , de Pernambuco.

"Se nessa gestão a gente fez um ajuste de dois pontos porcentuais do PIB, em grande medida pela recomposição de receita, a próxima gestão tem que fazer um esforço parecido com o que nós fizemos. Dois pontos porcentuais do PIB. Mais forte do lado da despesa, do gasto obrigatório, melhorando a eficiência, de modo que a gente faça convergir a trajetória da dívida pública num país que vá ter crescimento sustentável", declarou.

Durigan disse ainda que a consolidação fiscal é importante para preparar o País para um mundo de incertezas, com guerras e outros eventos. Para ele, o governo está arrecadando mais nessa gestão porque quem não pagava imposto agora paga, mas a população está pagando menos tributos.

"O governo está arrecadando mais porque abriu-se mão de arrecadação antes a favor de lobbies, a favor de interesses pessoais e privados. O que está acontecendo agora é que as pessoas pagam menos tributo", afirmou.

Sobre as propostas para 2027 e adiante, ele defendeu que elas sejam apresentadas e colocadas em prática já durante ou logo depois das eleições.

"Eu aguardo que o campo democrático, o campo que respeita a vida das famílias brasileiras e a democracia brasileira, prevaleça e vença as eleições. Defendo que logo em seguida, ainda antes do ano que vem, o governo já apresente os detalhes das medidas", disse.

Segundo ele, as linhas gerais dessas novas diretrizes para frente seriam uma diminuição de gasto obrigatório, um espaço um pouco maior para discussão de investimentos relevantes e estruturais.

"Eu iria certamente nessa linha, preservando uma trajetória que reduz o endividamento do país, diminua a taxa de juros e permita um maior investimento público no país", completou.

Taxa das blusinhas

Sobre a taxa das blusinhas, zerada nesse ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Durigan disse que agora o governo já tem controle dos dados das importações e que pode alterar essa medida caso haja distorções no mercado interno.

"Então, nós estamos fazendo um período de amostragem para ver qual é o impacto. E a gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente já tem todo o controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora dos padrões e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário", disse.

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