RIO - O crescimento registrado pela produção industrial brasileira em 2017 nem de longe compensa o recuo de 17% acumulado pelo setor durante os três anos de recessão, mas já traz alívio ao setor. O resultado do último mês do ano também avançou consideravelmente em relação ao registrado em novembro, quando a produção ficou praticamente estável (0,2%). Em dezembro houve expansão em relação ao desempenho da indústria no mês anterior. Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira.
Analistas consultados pela Bloomberg projetavam alta de 3,3% para o resultado do ano e de 1,9% em dezembro, frente ao mês anterior. O mais recente Boletim Focus do Banco Central, que colhe projeções de analistas brasileiros, estima que a indústria deve seguir expandindo ao menos neste e no próximo ano, na casa dos 3%.
A indústria encerrou 2017 empregando em média 11,7 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Esse contingente, em relação a 2014, início da recessão, perdeu 1,5 milhão de trabalhadores. Nesse mesmo período de comparação a construção civil perdeu 964 mil trabalhadores, passando de 7,8 milhões de pessoas para 6,8 milhões. Esses dois grupos foram os que mais destruíram vagas nesse período.

