WASHINGTON - O principal assessor econômico do presidnete Donald Trump, Gary Cohn, renunciou nesta terça-feira ao cargo por se opor à decisão do governo de sobretaxar o aço e alumínio.
"Foi uma honra servir meu país e promulgar políticas econômicas pró-crescimento para beneficiar o povo americano, em particular a passagem da reforma fiscal histórica", disse Cohn em comunicado divulgado pela Casa Branca. "Agradeço ao presidente por me dar esta oportunidade e desejo-lhe e a administração um grande sucesso no futuro".
Trump anunciou na última quinta-feira que vai impor uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e 10% sobre os mercados de alumínio, e repreendeu Cohn, Diretor do Conselho Econômico Nacional, publicamente, por sua discordância em relação à decisão.
Uma fonte ligada à Casa Branca disse que Gary Cohn e Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA e que recomendou a imposição de tarifas ao presidente, discutiram em particular sobre a questão algumas horas antes de ser anunciado.
A imposição de tarifas foi decisiva para a saída de Cohn, democrata que deixou claro que seu papel na administração Bush seria de defensor de princípios econômicos amigáveis. Ele ajudou Trump na elaboração e transformação em lei do pacote de redução de impostos, ano passado. No entanto, mostrou-se pouco persuasivo nas questões comerciais.

