BRASÍLIA - Depois de o presidente Michel Temer ressaltar a importância da mulher na economia e suas responsabilidades em casa, na formação dos filhos — indicando a dupla jornada — o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou que a mulher é "importantíssima" na economia e mencionou que ela ganha uma remuneração inferior a dos homens. A dupla jornada e desigualdade no mercado de trabalho são argumentos contrários à fixação da mesma idade mínima para aposentaria entre homens e mulheres, de 65 anos - proposta na reforma da Previdência. Segundo ele, essas questões foram consideradas no texto enviado ao Congresso, na fase de transição.
— Não há dúvida de que a mulher é importantíssima na economia e exatamente por isso, existe uma regra de transição e que pela proposta é de 45 anos para mulheres e 50 anos para os homens. Ao longo prazo, haverá uma convergência. O que acontecendo no mundo inteiro — disse o ministro, ao ser perguntado se a fala do presidente não dificulta a defesa desses itens na reforma.
Ele mencionou que a mulher recebe 83% do salário dos homens , mas que essa diferença está caindo sobretudo entre as mais jovens: na faixa entre 19 anos e 24 anos, a proporção é de 99%.
— A tendência é cada vez mais isso se igualar, o que é correto, é justo. E a tendência no Brasil é de reconhecer a capacitação profissional e produtiva da mulher. E não há dúvida que hoje é um dia muito importantíssimo porque devemos homenagear as mulheres — disse o ministro, depois do encontro com a bancada do PP para discutir a reforma da Previdência.
Mais o cedo o ministro disse que para garantir uma aposentadoria precoce para as mulheres será necessário exigir uma contrapartida maior dos homens para equilibrar as contas do regime.




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