BRASÍLIA - Prometida para maio, a proposta de reforma previdenciária dos militares deve ser finalizada em junho, segundo o ministro da Defesa. Nesta sexta-feira, Raul Jungmann disse que o projeto vai "muitíssimo bem". No entanto, ainda não há previsão para a data de envio da reforma ao Congresso.
— Mesmo que a gente tinha tido um delay (atraso), não tenha conseguido em maio, o que quero transmitir a vocês é que caminha muitíssimo bem. E nós temos condições, creio eu, de encerrá-la (a reforma) em junho — declarou Jungmann, emendando que nesta semana o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, lhe disse que a elaboração do projeto está "otimamente bem".
Após acompanhar o presidente Michel Temer a um evento militar, que teve o comandante da Marinha comparando a crise nacional à fúria do mar, Jungmann afirmou ainda que o governo não definiu quando enviará a reforma previdenciária das Forças Armadas ao Congresso.
O Palácio do Planalto remeteu ao Congresso Nacional a reforma da Previdência geral — que não contempla militares — em dezembro, após sucessivos atrasos. A dos militares também teve retardo: a promessa era para mês passado.
Em meio à crise política, o governo também tem problemas para aprovar as reformas que já estão sob análise dos parlamentares. A previdenciária ainda precisa passar pelo plenário da Câmara, além de comissões e plenário do Senado. Enquanto isso, a trabalhista já recebeu o crivo dos deputados e está em comissões do Senado, antes de ir ao pleno. Agora, o Planalto evita estipular datas para a aprovação dessas matérias.
Nesta sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue julgando se cassará o mandato do presidente. Temer ainda é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

