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Presidência acionou ‘rolo compressor’ para reforma trabalhista passar

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto deflagrou uma estratégia de adotar o chamado rolo compressor no Congresso. São três direções: aprovar em regime de urgência a reforma trabalhista no Senado, aprovar o nome de Raquel Dodge para ser a procurador-geral da República rapidamente e também correr na Câmara com a tramitação da denúncia do Ministério Público contra o presidente Michel Temer. No início da madrugada desta quinta-feira, logo após a aprovação da reforma trabalhista no Senado, o clima entre ministros do Palácio do Planalto era de comemoração.

No Palácio do Planalto e entre aliados, houve um alívio com a vitória na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), com as fiéis atuações do presidente da comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA), e do líder do governo no Senado e relator da reforma, Romero Jucá (PMDB-RR). Ao fim da sessão, enquanto a oposição reclamava, Lobão e Jucá em segundos colocaram em votação o pedido de urgência para que a reforma fosse direto para o plenário do Senado. A oposição só acordou depois da aprovação, e a sessão foi encerrada com gritos e protestos.

Enquanto isso, ministros e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), acompanhavam pela TV a sessão da CCJ.

— As reformas avançam. Vamos ao plenário — disse o ministro Moreira Franco ao GLOBO, após o resultado.

O rolo compressor deve se repetir nos demais desafios. O presidente Temer não vai usar o prazo máximo de dez sessões para apresentar sua defesa na CCJ, no caso da denúncia contra ele que foi protocolada na manhã desta quinta-feira na Câmara.

Das dez sessões do prazo, a ideia é utilizar de três a quatro sessões. Aliados dizem que há sim votos na base para barrar a denúncia. Os mais animados falam que no plenário haverá mais de 250 votos.

Nas conversas com aliados, Temer tem sido firme, mas está sendo aconselhado a conversar com todos os deputados.

A manobra de antecipar a indicação de Raquel Dodge foi comemorada, como antecipação do processo de substituição de Janot.

— Agora, entra na fase de começar a recebe café frio — brincou um deputado que frequenta o Palácio do Planalto.

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