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Premiê do Japão promete disciplina fiscal conforme dívida aumenta

Reuters
Premiê do Japão promete disciplina fiscal conforme dívida aumenta
Premiê do Japão promete disciplina fiscal conforme dívida aumenta

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 5 Out (Reuters) - A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, prometeu nesta segunda-feira “controlar” a emissão de títulos e agir rapidamente contra as turbulências do mercado, buscando tranquilizar os investidores preocupados com o agravamento das finanças públicas do Japão, que tem levado os rendimentos dos títulos a subir.

Ela afirmou que o governo buscará a sustentabilidade fiscal, mesmo ao aumentar os gastos para impulsionar o potencial de crescimento, inclusive por meio da revisão dos incentivos fiscais e subsídios existentes.

“A sustentabilidade fiscal é, obviamente, um pré-requisito para a busca de nossa política fiscal ‘responsável e proativa’”, disse Takaichi em um discurso no Parlamento.

As declarações refletem a crescente preocupação em Tóquio com o aumento dos rendimentos dos títulos do governo japonês (JGB), o que elevaria o custo de financiamento dos ambiciosos planos de gastos da primeira-ministra.

O rendimento dos JGBs de 30 anos atingiu um recorde de 4,235% nesta segunda-feira, devido ao nervosismo em relação ao risco de aumento da emissão de dívida e às preocupações com a inflação alimentada pela guerra no Oriente Médio.

A dívida pública do Japão, que equivale a cerca do dobro do tamanho de sua economia, é a maior do mundo desenvolvido. Os custos de financiamento estão subindo à medida que o Banco do Japão eleva a taxa de juros e reduz gradualmente as compras de títulos, em um esforço para retirar a economia de décadas de estímulos.

Takaichi afirmou que o governo buscará atrair investimentos privados em áreas de crescimento por meio de “gastos fiscais fortes e de longo prazo, aplicados de maneira bem planejada e previsível”.

Ao mesmo tempo, o governo manterá um controle sobre a emissão anual de títulos, ajustando os empréstimos às receitas tributárias, às taxas de juros, aos custos de financiamento da dívida e à evolução da economia e dos mercados, disse a primeira-ministra em seu discurso durante uma sessão extraordinária do Parlamento realizada nesta segunda-feira.

“Se a economia e os mercados apresentarem movimentos inesperados, analisaremos seu impacto e responderemos com agilidade, conforme necessário”, acrescentou ela, sem dar mais detalhes.

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