BRASÍLIA - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, garantiu nesta segunda-feira que os políticos não ficarão de fora da reforma da Previdência. Em seminário do jornal “Valor Econômico”, ele afirmou que não adianta concentrar a reforma em alguns grupos e deixar outros de fora.
— Não adianta fazer de conta que o problema não existe. Não adianta concentrar a reforma em alguns poucos grupos. Tem que ser geral. A reforma tem que pegar políticos. Aqueles políticos que andam de terno e de carro preto, também vão fazer parte da reforma — disse.
Almeida comentou ainda que o maior problema do regime próprio de previdência, que atende os servidores públicos, não é tanto o crescimento da despesa, que tem se mantido estável em relação ao Produto Interno Bruto nos últimos anos, mas a propensão a aumentar a desigualdade em relação a quem está no regime geral.
Ele disse ter convicção de que o governo vai conseguir aprovar a reforma, e afirmou que o gasto com a Previdência Social foi responsável por 62% do aumento da despesa não financeira (gasto do governo sem juros) entre 1991 e 2016. Nesse período, a despesa não financeira passou de 10,8% do PIB para 19,8%.


