"Já tivemos estresse em 2012, quando o estoque vinculante ficou curto, em 15 dias. O ideal seria entre 25 e 30 dias", revelou Amoroso em entrevista ao Broadcast. "A previsão para 2013 é de que esse estoque pudesse cair mais e chegar a 10 dias. E essa preocupação ainda existe", revelou Amoroso. O executivo participou, nesta terça-feira, 8, do 46º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, organizado pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
O presidente da ABPO destaca que as empresas possuem contratos, o que reduz a preocupação de desabastecimento, mas confessa: se houver novo stress no mercado, pode haver falta do papel utilizado na produção das embalagens de papelão ondulado. "Pode haver estresse para indústria que não estiver mais preparada", disse.
O possível desabastecimento tem origem no aumento da demanda por esses papeis, em função de redução da oferta, como a suspensão de produção de algumas unidades, e também no cenário mais favorável às exportações. Esse último lembrado pelo próprio Amoroso. "O câmbio estimula a exportação".
A menor oferta de matéria-prima deve reforçar as discussões entre fabricantes e clientes a respeito dos reajustes anunciados para este ano. No início do segundo semestre, fabricantes de papelão ondulado anunciaram reajustes entre 7% e 9%, valores que ainda estão em fase de implantação, segundo o executivo.
Amoroso aponta a alta dos custos para justificar os reajustes. Além de insumos químicos e mão de obra mais caros, o setor sofre com a elevação dos preços das aparas. "A apara subiu e parou, e hoje está na casa de R$ 520 a tonelada. Um ano atrás era cotada em R$ 320 por tonelada", lembrou.



