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PIB dos EUA e petróleo pressionam dólar, que passa de R$ 3,41

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RIO - O dólar comercial é vendido a R$ 3,414, com valorização de 0,82%, seguindo a tendência internacional — globalmente, é pressionado pelo recuo nos preços do petróleo — e ao avanço da economia americana. Na máxima, a cotação chegou a R$ 3,415. Ontem, a moeda teve depreciação de 0,82%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aprofundou as perdas, puxada por Petrobras e Vale. O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, opera com declínio de 1,57%, a 61.869 pontos, enquanto investidores aguardam a votação da PEC dos gastos, na tarde de hoje, no Plenário do Senado. Na véspera, o mercado brasileiro teve alta de 2,11%, com impulso do mineradora, que hoje é prejudicada pelo recuo no minério de ferro.

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— Os ótimos dados sobre a economia americana, com forte expansão no terceiro trimestre, estão dando força ao dólar — afirma Marcos Henrique Jamelli, analista de câmbio da Gradual Investimentos. — Além disso, os entraves ao acordo na Opep para cortar a produção de petróleo empurra a commodity para baixo, e o dólar segue na contramão das cotações

Com impulso dos gastos do consumidor, a economia dos EUA cresceu 3,2% de julho a setembro, maior ritmo em dois anos, mostram dados revisados, acima de leitura preliminar, que apontava 2,9%. O incremento dá ainda mais força às expectativas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião do próximo dia 14. A alta das taxas no país tende a atrair capitais atualmente alocados em outras partes do mundo — especialmente em economias emergentes, com o Brasil—, pressionando para cima o valor do dólar. A moeda sobe também ante outras moedas emergentes, com destaque para o rand sul-africano e os pesos chileno e mexicano. No Brasil, o BC não anunciou intervenções.

Os preços do petróleo caíam nesta sessão com sinais de que, na véspera da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena, os membros do grupo ainda não chegaram a um acordo. Amanhã, eles discutirão a proposta de reduzir a produção em cerca de um milhão de barris por dia, de cerca de 33,82 milhões de bpd em outubro. Às 14h, o barril do tipo WTI perde 3,74%, a US$ 45,32, e o Brent, referência para o mercado brasileiro, recua 3,69%, a US$ 46,46.

As ações da Petrobras têm declínio de 5% nas ON (ordinárias, com direito a voto), a R$ 16,74, e 4,46% nas PN (preferenciais), a R$ 14,78, prejudicadas pela queda do petróleo.

Vale, que ontem saltou 7,3%, tem um dia de perdas. Os papéis ON cai 4,22% e os PN recuam 2,69%, acompanhando baixa dos preços do minério de ferro, após as fortes altas recentes. O mercado aguarda ainda o encontro da mineradora com investidores em Nova York, que acontece nesta sessão, onde a empresa deve divulgar projeções para seus negócios. A expectativa de que a companhia informará que não precisará vender ativos e que fará pagamento de dividendos referentes aos resultados deste ano deu força às ações ontem, no fim do pregão.

— Há nervosismo com a reunião da Opep, porque as pessoas não acreditam muito nas chances de um acordo, mas há também desconforto com a situação política (brasileira) — comentou o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer.

Está prevista para a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos em primeiro turno no Senado. A votação ganhou ainda mais importância porque pode sinalizar se o governo conseguiu estancar a crise política que na semana passada respingou no presidente Michel Temer e levou à demissão de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo.

Nos EUA, os índices abriram praticamente estávéis: o Dow Jones recua 0,07% e S&P, 0,49%. Na Europa, apenas Paris opera em alta, com o CAC 40 avançando 0,48%. Em Frankfurt, o Dax perde 0,12%. Em Londres, o FTSE recua 0,88%.

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