Na prática, isso sinaliza um crescimento na atividade de trading de GNL da Petrobras. Em 2011, foram 17 cargas de GNL negociadas pela companhia. Com o aumento do despacho térmico, esse número saltou para 56 em 2012. Diante desse cenário, o executivo afirmou que já começa a fazer sentido para a Petrobras passar a firmar contratos de longo prazo de compra de GNL - dada a forte sazonalidade do consumo de gás pelas térmicas, a Petrobras tem optado por adquirir cargas de GNL no mercado spot, cujo preço é mais elevado.
"Começa a fazer sentido (firmar contratos de longo prazo). A cesta de oferta de gás é sempre colocada na balança para identificar qual é o melhor mix de oferta. A Petrobras faz um planejamento anual e semestralmente rediscute essas possibilidades", argumentou.
O executivo ponderou que a assinatura de contratos de longo prazo deve ser feita com cuidado e de forma gradativa, já que o despacho termelétrico no Brasil depende fortemente da hidrologia.
Repsold reconheceu que a alta do dólar tem elevado os custos da companhia na compra de GNL no mercado internacional. "Estamos demandando mais reais para comprar as cargas. Isso está na conta", comentou o executivo, acrescentando que o porte da Petrobras permite lidar com essa questão sem grandes dificuldades.



