Segundo Santoro, a recente mudança na metodologia de cálculo da energia elétrica no mercado spot, que passou a incorporar o custo do despacho térmico, tornou mais previsível o acionamento das térmicas a gás natural da estatal, o que facilitou o processo de planejamento de aquisição de cargas de GNL no mercado internacional. "Isso ficou muito bom para nós", explicou o executivo.
A maior previsibilidade no despacho termelétrico abre espaço para que a Petrobras compre as cargas de GNL no longo prazo. Hoje, a estatal atua no mercado spot de GNL internacional, o que a obriga a comprar o gás a custos mais elevados. "Estamos estudando comprar no longo prazo. Hoje, já fazemos compra de GNL no mercado spot de médio prazo. Compramos cargas de 3, 4, 5 e 6 meses. Até um ano já estamos fazendo", explicou o executivo, que prevê uma redução das importações de GNL em 2014.
Novo terminal
Santoro disse que a estatal irá inaugurar no fim do mês que vem o seu terceiro terminal de regaseificação de GNL, construído na Bahia. A nova unidade terá capacidade de regaseificar 14 milhões de metros cúbicos ao dia de GNL, elevando a capacidade de regaseificação da Petrobras para 41 milhões de metros cúbicos ao dia. Os outros dois terminais de GNL da companhia estão localizados no Ceará e no Rio de Janeiro.



