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Entre os participantes confirmados, há membros do Vem pra Rua, MBL (Movimento Brasil Livre) e Organização Nacional dos Movimentos -grupos considerados apoiadores da política econômica de Jair Bolsonaro. Movimentos de esquerda, críticos às propostas de Guedes, não foram chamados.>
O encontro ocorre duas semanas antes da data agendada para as manifestações em apoio a Bolsonaro. Embora parte dos convidados por Guedes apoie o movimento, auxiliares do ministro afirmam que não há conexão desses atos com a reunião.>
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Técnicos responsáveis pela elaboração da medida também estarão no encontro.>
No meio de fevereiro, o ministro afirmou que apresentaria, em duas semanas, uma proposta de reforma tributária que unifica tributos e permite a participação dos estados. Esse prazo venceu e, diante do vai e vem recente das propostas do Executivo, membros da Pasta agora evitam cravar uma data para a apresentação do texto.>
A primeira etapa da reforma vai trazer a unificação de Pis e Cofins, com a criação do chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado) Dual -que abrange tributos federais, mas permite a adesão de estados.>
Outras alterações, como a reestruturação do Imposto de Renda, devem ficar para um segundo momento.>
Embora defenda uma reforma neutra, que não amplie nem reduza a arrecadação de impostos, o governo reconhece que setores hoje beneficiados por incentivos devem passar a pagar mais após a mudança nas regras.>
Essa característica cria um cenário diferente do observado no ano passado na reforma da Previdência.>
Enquanto o ajuste de regra das aposentadorias atingia mais diretamente as pessoas, a reforma tributária tem resistência mais clara de setores da economia e alas do empresariado que já atuam contra as propostas e pressionam por benefícios.>
Por isso, o ministro busca apoio da população, que poderia pressionar pela votação das novas regras no Congresso.

