"Se as autoridades não tivessem respondido com tanta firmeza e determinação, o sistema financeiro possivelmente teria colapsado, arrastando a economia mundial", disse, ao comentar que bancos centrais injetaram cerca de US$ 10 trilhões na economia e a dívida de governos cresceu US$ 23 trilhões desde 2007. "Apesar disso, a consequente recuperação mundial está se mostrando cambaleante, frágil e desigual", disse, em discurso.
Nessa recuperação, o diretor-geral do BIS chamou atenção para o desempenho dos emergentes. "Nas principais economias dos mercados emergentes, o crescimento econômico está perdendo ímpeto", disse.
Sobre as demais regiões do mundo, a análise também não é das mais otimistas. "Nos Estados Unidos, a expansão econômica continua, ainda que em um ritmo moderado. A maioria das economias europeias voltou a cair em recessão. Ao mesmo tempo, a tendência generalizada de menor crescimento da produtividade não tem recebido a suficiente atenção das autoridades", disse, durante a assembleia que reuniu os principais banqueiros centrais do planeta, incluindo o brasileiro Alexandre Tombini.
No discurso, Caruana reconhece que a injeção de trilhões de dólares na economia pelos bancos centrais conseguiu melhorar as condições do mercado financeiro. Mas o diretor-geral do BIS alertou que essa estratégia dá sinais de fadiga. "Um maior estímulo não conseguirá reavivar o crescimento da produtividade, nem eliminar os obstáculos que impedem a movimentação de trabalhadores para setores mais promissores. O crescimento financiado com dívida escondeu a queda da produtividade e da distribuição de recursos na economia", disse.
"Aumentar as dívidas não reforçará o setor financeiro, nem conseguirá a realocação de recursos que os países precisam para retomar o crescimento tão esperado e desejado", completou Caruana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



