O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 18, encerrando uma semana de ganhos para o metal, apesar da elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira. Neste contexto, analistas buscam entender a correlação dos preços com as taxas e os rendimentos dos Treasuries para antecipar tendências nas cotações da commodity.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,57%, a US$ 4.424,9 por onça-troy.
Na semana, a alta foi de 0,36%.
A prata para dezembro avançou 1,59%, a US$ 67,14 por onça-troy. Na semana, a alta foi de 3%.
Uma análise do Commerzbank sobre as movimentações dos preços do ouro após decisões do Fed mostra que a principal reação ocorre no próprio dia do anúncio do Fed, e não na divulgação da ata. Nos dias de decisão, o ouro apresenta um efeito estimado de aproximadamente -0,38% para cada ponto-base de surpresa na política monetária.
"É verdade que episódios de euforia dos investidores - impulsionados principalmente por receios quanto à desvalorização do dólar - e as compras expressivas por parte dos bancos centrais distorceram a relação tradicional entre os preços dos metais preciosos, as taxas de juros dos EUA e o dólar", aponta a Capital Economics. "No entanto, nossa avaliação é de que a pressão de baixa sobre os preços exercida pelos fatores determinantes tradicionais prevalecerá à medida que o suporte de fatores compensatórios diminuir. Consequentemente, projetamos uma queda de quase 10% nos preços do ouro este ano, em direção ao patamar de US$ 4.000 por onça-troy", conclui.
Segundo o Financial Times , o governo da Venezuela e a oposição do país estão perto de chegar a um acordo para transferir as reservas de ouro do banco central, avaliadas em cerca de US$ 4 bilhões, do Banco da Inglaterra (BoE) para o Fed de Nova York.
Pelos termos do acordo em discussão, o governo interino de Delcy Rodríguez obteria controle legal sobre o ouro, mas não teria permissão para vender imediatamente os ativos. Em vez disso, o ouro poderia ser usado como garantia para empréstimos contraídos pelo governo para financiar gastos, inclusive a reconstrução após o terremoto duplo de junho.
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