LONDRES - A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) aprofundou os cortes de produção em abril e os membros do grupo melhoraram o cumprimento do acordo histórico para limitar a extração da commodity.
No total, a produção caiu em 40 mil barris por dia frente ao mês anterior, a 31,89 bilhões de barris, segundo consulta da Bloomberg News entre analistas, companhias petroleiras e dados do setor. O Iraque, segundo maior produtor do grupo, e a Venezuela se aproximaram de seus objetivos. A produção total, incluindo Líbia e Nigéria, permanece 135 mil barris diários acima da meta, o que coloca o grupo perto de 90% do cumprimento.
A Opep começou a reduzir a produção em 1º de janeiro, na tentativa de diminuir os estoques globais e valorizar o petróleo no mercado, que segue estagnado em menos da metade de seu nível alcançado em 2014, em torno de atuais US$ 54.
Entre os dez membros sujeitos às reduções, os cortes aumentaram 102% ante 89% em março, segundo a pesquisa. O Iraque produziu 4,41 milhões de barris por dia, uma queda de 20 mil unidades e quase nos 4,35 milhões que almeja alcançar. A Venezuela registrou queda de 20 mil barris por dia para 1,98 milhões. A produção de petróleo da Arábia Saudita se manteve estável em 9,95 milhões de unidades diárias.
A produção na Líbia diminuiu em 70 mil barris após o fechamento do principal campo do país. A Nigéria, por sua vez, registrou uma retomada de 50 mil barris por dia após o encerramento da manutenção de um campo que geralmente extrai 225 mil barris diários. Ambos os países estão isentos do acordo da Opep de novembro de 2016.
A Opep se reunirá novamente em Viena em 25 de maio para definir se prorroga os cortes para a segunda metade do ano. Segundo o ministro da Arábia Saudita de Energia e Indústria e líder da Opep, Khalid Al-Falih, parece haver um consenso geral para manter o acordo. Os Emirados Árabes Unidos insistiu na terça-feira que todos os participantes - que inclui alguns países de fora da Opep, com a Rússia - se comprometam com esse esforço em conjunto.

