SÃO PAULO. A Odebrecht S.A., holding do Grupo Odebrecht, informou nesta sexta-feira que fechou acordo com cinco bancos pelo qual terá acesso a uma nova linha de financiamento no montante de R$ 2,6 bilhões. O acordo contempla também o alongamento dos créditos de curto prazo que já havia tomado com estas instituições, e a juros menores.
A Odebrecht tinha até esta sexta-feira para quitar bônus emitidos no exterior e que haviam vencido há um mês, no valor de R$ 500 milhões. Do contrário, teria a inadimplência decretada, o que daria a outros detentores de dívidas da empresa a antecipar os resgates dos títulos.
“A OEC receberá recursos para pagar imediatamente, dentro do prazo de cura de 30 dias após o vencimento, os valores devidos de bonds internacionais”, diz a empresa sobre essa operação que estava pendente.
Segundo a empresa, os R$ 2,6 bilhões em dinheiro novo foram obtidos junto a Itaú Unibanco e Bradesco, e serão liberados em duas etapas: uma, imediatamente, no valor de R$ 1,7 bilhão, e a outra, no valor de R$ 900 milhões, mais adiante.
O acordo envolveu também Banco do Brasil, Santander e BNDES, pois teve como lastro a valorização de ações da Braskem usadas como garantias de empréstimos anteriores junto a essas instituições.
A conclusão da negociação com os bancos também traz mais segurança à Odebrecht para honrar seus compromissos financeiros, inclusive os decorrentes dos acordos assinados com as autoridades no âmbito do seu Acordo de Leniência, e continuar na sua trajetória de transformação e crescimento.
“Além de ser mais uma demonstração de confiança do sistema financeiro, o acordo que acabamos de assinar é a maior prova da confiança dos acionistas na capacidade dos nossos integrantes e nas qualificações técnicas das empresas do Grupo para a entrega de produtos e serviços de qualidade, em especial da Odebrecht Engenharia e Construção” – disse Luciano Guidolin, Diretor-Presidente da Odebrecht S.A..



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