RIO - O diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, informou na manhã desta sexta-feira que a companhia pretende concluir até a próxima semana sua avaliação de qual política de preços vai adotar daqui em diante para o GLP residencial, mas conhecido como gás de cozinha. Ao ser questionado se até a próxima semana a estatal vai definir a nova prática de reajustes, após participar de um evento na sede da companhia, Jorge Celestino respondeu:
— Estamos trabalhando para isso na próxima semana.
. Desde junho, a política de preços sofreu alterações, e a alta acumulada no gás de botijão chega a quase 70% nas refinarias. A política prevê variações para cima ou para baixo todo dia cinco de cada mês.
A nova política coincidiu com uma expressiva alta nos preços do petróleo e das matérias-primas do GLP (propano e butano), o que acabou representando elevados aumentos nos preços nas refinarias da Petrobras. No ano, o botijão de 13 quilos acumula uma alta de 84%. De acordo com uma fonte próxima, a Petrobras deverá decidir por promover variações nos preços do GLP residencial menos frequentes, ou seja, não fazendo a revisão dos preços uma vez por mês. O prazo poderia abranger períodos um pouco maiores, para evitar a forte volatilidade dos preços internacionais.
Agora, o Grupo Executivo de Mercado de Preços (GEMP) reuniu-se para avaliar os resultados e concluiu que a correção aplicada esta semana foi a última realizada com base na regra vigente. O objetivo da revisão, segundo a estatal, é buscar uma metodologia que suavize os impactos causados pela volatilidade do mercado internacional para os preços domésticos.

