BRASÍLIA — O presidente utilizou o Dia do Aposentado — celebrado nesta quarta-feira — para reforçar o pedido de aprovação da . O governo pretende que a Câmara dos Deputados vote o projeto em fevereiro. Em vídeo, Temer afirmou que, caso o projeto não seja aprovado, o governo não terá condições de continuar pagando as aposentadorias.
— No dia 20 de fevereiro, nós vamos votar uma readequação, uma reformulação da Previdência Social. Sabe para que? Para exatamente garantir o que você recebe como aposentado, como aposentada, para garantir o pagamento daqueles servidores públicos, para não acontecer aquilo o que aconteceu em vários estados brasileiros, em que a dívida previdenciária quase quebra os estados. Isso não pode acontecer no nosso pais — disse
Segundo o presidente, a reforma não é direcionada para seu governo, mas sim para o próximo, e “para o Brasil”.
— Não é para o meu governo. Isso é para o Brasil, é para o próximo governo, é para você. Parabéns no seu dia — afirmou.
Assim como Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também divulgou um vídeo em comemoração pelo Dia dos Aposentados, e fez um apelo pela aprovação da reforma.
O ministro pediu aos aposentados que "nos ajudem a ajudar vocês". Padilha disse ainda que, se a proposta não for aprovada, faltará dinheiro para pagar as aposentadorias no futuro, repetindo o que países em crise fizeram, como Portugal e Grécia.
— É importante para o Brasil fazermos uma reforma da Previdência que garanta o pagamento dos que já estão aposentados e dos que ainda vão aposentar-se. E isso, com esse modelo que nós temos, não acontecerá. Não queremos que o Brasil repita o que aconteceu com a Grécia e com Portugal, onde, pra manter o sistema de pé, teve que ser cortado parte do valor da aposentadoria — explicou o ministro.
Padilha defendeu a mudança no sistema previdenciário para que o modelo de Previdência no Brasil seja "sustentável". Ele lembrou o déficit do sistema em 2017, calculado em R$ 268 bilhões, R$ 41 bilhões a mais do que no ano anterior, e disse que é preciso "estancar" esse aumento do déficit.
— Isso (o déficit) é crescente e nós temos que estancar, porque senão nós teremos a tomada de recursos da saúde, da educação, da segurança, que serão cada vez mais carreados para o sistema de aposentadorias. Portanto, nós precisamos agradecer a vocês, mas também pedir que vocês nos ajudem a ajudar vocês — apelou o ministro.

