Início Economia Niterói assume a dianteira em ranking estadual, e Rio perde liderança entre capitais para Manaus
Economia

Niterói assume a dianteira em ranking estadual, e Rio perde liderança entre capitais para Manaus

RIO - O município de Niterói assumiu a dianteira no ranking estadual do Índice Firjan de Gestão Fiscal em 2016. No ano anterior, ele havia ficado em segundo lugar, atrás da capital, que agora está na vice-liderança. Considerando o ranking nacional, Niterói saltou da 47ª para a sexta posição num universo de 4.544 prefeituras. Corte de gastos e medidas para ampliar a receita, associados a investimentos na informatização dos sistemas de dados da prefeitura explicam a melhora no desempenho.

No ano considerado o auge da recessão, Niterói conseguiu elevar sua receita em 11%, para R$ 2,2 bilhões. O prefeito Rodrigo Neves (PV), que foi reeleito ano passado, atribui o aumento a ações como a modernização do sistema de informática para cobrança mais eficiente do IPTU e recadastramento dos contribuintes, visando à atualização de dados. O município também extinguiu metade das secretarias e reduziu em 40% o número de cargos comissionados.

— Fizemos auditoria na folha de pagamento e adotamos medidas de ajuste nas contas públicas. Também elaboramos um plano estratégico para 20 anos que vai nortear os investimentos e demais ações da prefeitura — afirmou Neves, acrescentando que os investimentos em 2016 responderam por 20,7% da receita corrente líquida.

O Rio ficou em segundo lugar no ranking estadual e na 66ª colocação no nacional. Além de perder a liderança no estado, a cidade saiu da dianteira no ranking das capitais, agora ocupada por Manaus. Ainda assim, nenhuma capital tirou conceito A. Manaus e Rio foram avaliadas com nota B.

Segundo Guilherme Mercês, economista-chefe da Firjan, as capitais costumam ter melhor planejamento financeiro e menor dependência das transferências da União e dos estados. No entanto, investiram menos que a média dos municípios brasileiros em 2016. O volume de recursos destinados a investimentos nas capitais ficou em 6,3% da receita corrente líquida, ante 6,8% dos municípios como um todo. (Danielle Nogueira)

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?