NOVA YORK — A Nike escolheu a dedo a estrela da campanha comemorativa dos 30 anos do slogan “Just Do It”. O garoto-propaganda é Colin Kaepernick, o ex-quarterback do San Francisco 49ers, time profissional de futebol americano que causou polêmica ao se ajoelhar em protesto durante a execução do hino nacional americano, em 2016. Mas imediatamente depois que Kaepernick divulgou no Twitter sua participação, iniciou-se um intenso movimento de boicote contra a empresa.
Após o anúncio, as hashtags #BoycottNike e #JustBurnIt foram parar nos trending topics do Twitter. Consumidores irritados chegaram a postar fotos e vídeos queimando tênis e outros produtos da Nike para protestar contra o uso do jogador em sua campanha.
A reação negativa não foi uma surpresa. A Nike parece estar apostando que, mesmo irritando conservadores americanos e apoiadores do presidente Donald Trump, o uso da imagem de Kaepernick ainda pode valer a pena. O quarterback atuou pelo San Francisco 49ers de 2011 a 2016, e está sem clube desde então, mas continua sendo uma das figuras mais populares da NFL, liga nacional de futebol americano.
A polêmica afetou o mercado, fazendo com que as ações da Nike caíssem 2,1% no pregão desta terça-feira. Até a última sexta, a valorização dos papéis da empresa em 2018 era de 31%.



