BRASÍLIA - Três dias após a liquidação do , a , fintech ligada à instituição, anunciou nesta segunda-feira que fechou com um novo parceiro para continuar a operar. Segundo a assessoria da startup, o será o novo encarregado pelos serviços de custódia e movimentação das contas de pagamento. Com isso, os serviços devem ser normalizados.
O aplicativo da instituição já voltou a funcionar. Com isso, os cliente podem voltar a checar o saldo. Apenas quem tinha aplicações em CDBs do Banco Neon terá de esperar pelo reembolso que será feito pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
"O Banco Votorantim vai trabalhar em conjunto com a fintech Neon para o restabelecimento integral de todas as suas atividades o mais rápido possível", frisou a instituição em comunicado.
O Banco Votorantim é o sexto maior banco privado brasileiro em ativos. Um dos acionistas é o o Banco do Brasil. Por meio da assessoria de imprensa, Pedro Conrade, fundador e CEO da Neon Pagamentos, afirmou que está entusiasmado ao anunciar a parceria. Disse que não poderia ter encontrado melhor parceiro, já que o Votorantim é uma instituição "sólida, ágil e em plena transformação digital".
Na sexta-feira, a Neon Pagamentos foi surpreendida pelo fechamento das portas do Banco Neon. A fintech comemorava o aporte de R$ 72 milhões de investidores, o maior investimento já feito numa startup do setor financeiro, fechado no dia anterior no país. Logo após o anúncio feito pelo Banco Central, começaram as negociações para que uma outra instituição financeira assumisse as suas operações.
A fintech também teve de esclarecer aos clientes da plataforma digital que seus negócios eram diferentes dos do banco. Mesmo assim, o serviço foi prejudicado pela atuação do BC.
Os clientes da fintech não conseguiam checar o saldo na conta da Neon Pagamentos por causa do fechamento do banco. Apesar de poderem sacar os recursos, várias pessoas tiveram o pedido negado por pedir saques acima do que tinham na conta digital, o que levou muita gente ao desespero.


