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Natura vai mais que triplicar presença no mundo com compra da Body Shop

SÃO PAULO - A compra da britânica The Body Shop por € 1 bilhão vai mais que triplicar a presença da Natura no mundo. O diretor-presidente da companhia brasileira, João Paulo Ferreira, informou nesta sexta-feira que a empresa, que já controla a marca australiana Aesop e está presente em 20 países, passará a atuar em 70 países com a aquisição da marca, hoje propriedade francesa L’Oréal, a maior do setor no mundo.

Ferreira listou dois objetivos estratégicos que nortearam o interesse pelo negócio: o da internacionalização definitiva, a diversificação de marcas e canais de distribuição.

— Trata-se de um passo decisivo para nos tornarmos um player internacional no mercado de cosméticos — disse.

Ele citou a experiência da The Body Shop com sua rede de 3.000 lojas, que vai se combinar à experiência da Natura com a rede de relacionamento com suas consultores e franqueados, além dos canais on-line em que ambas já atuam.

— Estamos com nossos corações e almas muito animados com a nova jornada — disse Ferreira, antecipando que a marca britânica seguirá com sua identidade independente.

O diretor-presidente da Natura definiu o acordo como uma “união de sonhos”.

— Natura e The Body Shop parecem irmãos gêmeas. Percorremos caminhos paralelos no passado que agora se convergem, preservando os princípios de fair trade com as comunidades extrativistas e a ética nos negócios — disse Ferreira, na abertura de teleconferência com jornalistas na manhã desta sexta-feira. — A Natura é a casa perfeita para a The Body Shop.

As negociações com a L’Oréal começaram no início do ano, quando o grupo francês colocou à venda — ou abriu “o processo competitivo”, nas palavras de Ferreira — para a venda da The Body Shop.

Segundo o vice-presidente de Finanças da Natura, José Roberto Lettieri, os recursos para a aquisição, da ordem de € 1 bilhão, serão pagos integralmente no fechamento do negócio, que ainda depende de aprovação do Cade e do Conselho de Trabalhadores da L’Oréal.

— O funding (para pagamento da operação) será um mix, parte alavancada em reais em operações com bancos nacionais, e parte em moeda estrangeira, para reduzir o custo de capital e tornar o serviço da dívida compatível com a geração de caixa do nosso negócio — disse Lettieri, sem detalhar valores ou que instituições fazem parte da estruturação dessa operação financeira. — A composição do serviço da dívida é bastante compatível com a capacidade de geração de receitas dos dois negócios — garantiu Lettieri.

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