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‘Não há nenhuma paralisia no governo federal’, diz ministro do Planejamento

SÃO PAULO - O Brasil não pode parar, temos de continuar organizados pelas reformas e pela retomada do crescimento. Com essa frase Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, encerrou discurso — de pouco menos de 10 minutos e no qual a crise política não foi citada diretamente — feito na abertura de um evento de infraestrutura que ocorre na manhã desta terça-feira, em São Paulo.

Ele frisou que "as reformas (propostas prlo governo) são tão importantes nesta semana quanto eram na semana passada".

— O governo está trabalhando. Não há nenhuma paralisia no governo federal — declarou Oliveira.

Para comprovar a ausência de paralisia, ele.citou reunião ocorrida ontem em Brasília que definiu Medida Provisória que trata do escalonamento do pagamento das outorgas dos aeroportos privatizados. A MP deve beneficiar sobretudo os terminais concedidos durante o governo Dilma Rousseff, como Guarulhos e Galeão.

Ao final de seu discurso, Oliveira, que sempre atende os jornalistas, saiu sem falar com a imprensa. Com passo apressado disse que estava a caminho de outro compromisso. Em sua agenda de hoje, no entanto, o único evento marcado é a participação no seminário de infraestrutura.

Durante sua fala, o ministro fez um balanço das ações da equipe econômica tomadas ao longo deste um ano de governo Temer. Ele pontuou que a primeira ação foi a "clareza do ponto de vista da situação fiscal"; a segunda foi "a adoção e enfrentamento das reformas", citando a previdenciaria, trabalhista e "logo mais a tributária"; e por último "um amplo conjunto de reformas microeconomicas para melhorar o ambiente de negócios".

Segundo ele, esse conjunto de ações já deram resultado e citou a queda dos juros, a criação de empregos, crescimento econômico registrado no primeiro trimestre.

— A recuperação do crescimento está em curso.

Antes dele, Murilo Portugal, presidente da Febraban, também discursou. Ele defendeu a importância das reformas continuarem independentemente das "incertezas políticas deste momento".

— É importante que as reformas trabalhista e previdenciaria saiam qualquer qur seja o resultado do processo político e jurídico pelo qual o País está passando. O Congresso prestará um grande serviço se não paralisar as reformas — disse Portugal.

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