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MP para reduzir fila do INSS amplia permissão para contratar a outros órgãos

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo publicou nesta segunda-feira (2) a MP (medida provisória) para que servidores aposentados possam atuar na força-tarefa de redução da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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A proposta altera regras para contratações temporárias e era esperada em janeiro, quando foi anunciado o plano para aliviar o estoque de pedidos em atraso no INSS.

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Cerca de 1,3 milhão de pedidos de aposentadorias e outros benefícios aguardam mais de 45 dias (prazo previsto em lei) pela análise.

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As novas regras entram em vigor imediatamente, mas precisam do aval do Congresso em até 120 dias para que a MP se torne lei.

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O texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, não especifica que as contratações temporárias de servidores aposentados valerão apenas para o INSS, deixando aberta a possibilidade de que outros órgãos adotem a mesma medida futuramente.

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De acordo com a proposta, contratações emergenciais poderão ocorrer por meio de processo seletivo simplificado e sem concurso público, em casos de calamidade pública, emergência em saúde pública, emergência ambiental ou humanitária, e em situações de iminente risco à sociedade.

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Além disso, a MP permite que, diante de necessidade temporária de excepcional interesse público, servidores aposentados poderão ser contratados por tempo determinado.

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Inicialmente, o governo pretendia montar uma força-tarefa contra a fila do INSS apenas com militares reservistas. Mas a estratégia foi ampliada e, por isso, foi necessário publicar a MP para que servidores aposentados civis também possam atuar.

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A demora para o INSS analisar os pedidos está ligada à redução de servidores no órgão, que caiu de 32,3 mil, em 2017, para 23 mil no ano passado.

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Em janeiro, o ex-secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, declarou que a burocracia para contratar militares da reserva a trabalharem em agências do INSS seria resolvida no mesmo mês.

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Bolsonaro também fez promessas que não foram cumpridas. Ele afirmou que, até o fim de janeiro, esses oficiais das Forças Armadas já estariam atuando na força-tarefa contra a fila do INSS.

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Técnicos do Ministério da Economia acreditam que as contratações, porém, só devem mesmo começar no fim de março. Os contratos são temporárias e, em troca, os militares reservistas e aposentados devem ganhar um bônus sobre a remuneração (limitado a R$ 2 mil).

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Mesmo com a publicação da medida provisória, os trâmites burocráticos ainda não acabaram: o INSS precisa lançar o edital dos contratos temporários. Só então começará a seleção.

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Enquanto isso, a força-tarefa vem passando por modificações e deve ser mais ampla que o anunciado inicialmente pelo governo.

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A expectativa mais recente é que sejam contratados 9.500 servidores, sendo 8.000 militares inativos e aposentados do serviço público federal e 1,5 mil aposentados do INSS.

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Em janeiro, o Ministério da Economia anunciou um plano que envolvia a contratação de 7.000 militares reservistas.

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A estimativa desse contingente vem subindo nos últimos dias para que, quando a força-tarefa entrar em ação, a fila possa reduzida dentro da data prevista (até outubro).

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A ideia é que militares reservistas e aposentados civis atuem nas agências da Previdência Social e na parte administrativa.

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Já os aposentados do INSS devem fazer exclusivamente a análise dos requerimentos de benefícios, como aposentadorias e pensões.

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