A perspectiva para o rating foi alterada de estável para positiva. Os ratings para o teto da dívida do país em moeda local e estrangeira foram aumentados de A1 e A2 para Aa2 e Aa3, respectivamente.
Em particular, a Moody's avalia que um conjunto de reformas implementadas nos últimos anos fortalece os quadros de política fiscal e monetária. Uma tendência de investimento mais forte apoiará o desempenho do crescimento, facilitando a consolidação fiscal e estabilizando os indicadores da dívida do Uruguai nos próximos anos, avaliou a agência.
Grandes reservas fiscais e externas, bem como práticas muito sólidas de gestão de ativos e passivos, também endossam a classificação do rating do Uruguai. "Estas forças de crédito são equilibradas com um nível moderado de dívida pública, rigidez estrutural nas despesas do governo e uma porcentagem relativamente elevada, embora em declínio, da dívida pública em moeda estrangeira", ponderou a agência.
O endividamento do Uruguai diminuiu de 61% do PIB em 2021 para cerca de 57% em 2023, apoiado pelo cumprimento dos limites de despesa, bem como por um crescimento relativamente robusto, segundo a Moody's. A agência espera que a relação dívida/PIB se mantenha próximo dos níveis atuais e em linha com os pares no curto e médio prazo.
A inflação tem apresentado uma trajetória descendente, voltando para dentro da faixa do Banco Central de 3% a 6%. A Moody's acredita que a inflação permanecerá dentro da meta durante o resto do ano, parcialmente, em virtude das expectativas de inflação mais bem ancoradas.

