BRASÍLIA — O gabinete de crise formado por ministros que monitora a paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao nono dia, voltou a se reunir na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto. A prioridade do governo federal é tentar normalizar o abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos no país.
O presidente Michel Temer não acompanhou a reunião da manhã desta terça, pois está São Paulo, onde participou da abertura de um fórum de investimentos. A previsão é que Temer retorne à tarde para Brasília.
Participam do encontro desta terça os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Raul Jungmann (Segurança Pública), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Joaquim Silva e Luna (Defesa), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Gilberto Occhi (Saúde), Helton Yomura (Trabalho). Os diretores da Polícia Federal, Rogério Galloro, e da Polícia Rodoviária Federal, Renato Borges, também participam da reunião.
O grupo de ministros tem se reunido duas vezes por dia para avaliar os reflexos da paralisação dos caminhoneiros.
No domingo, após reunião com lideranças de caminhoneiros, o presidente Michel Temer anunciou uma série de medidas para encerrar a greve, com destaque para a redução do preço do óleo do diesel em R$ 0,46 por 60 dias. No entanto, os protestos continuam nesta terça em ao menos 18 estados e no Distrito Federal.
A polícia e as Forças Armadas escoltam veículos com alimentos e insumos, que já chegam ao maior quantidade aos centros de distribuição e centros comerciais.
Há protestos em Goiás, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Tocantins, Alagoas, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha , que participa das reuniões do gabinete, afirmou nesta segunda que as negociações com as lideranças dos caminhoneiros foram encerradas. A expectativa é de que a greve tenha fim e o transporte de cargas seja retomado.
Padilha também declarou que o setor de inteligência do governo identificou a presença de “infiltrados” com interesses políticos no movimento dos caminhoneiros.



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