BRASÍLIA — O ministro do Planejamento, negou, nesta quarta-feira, que o presidente do , , esteja sendo demitido. Ele foi questionado sobre o assunto depois da divulgação de informações de que o presidente Michel Temer estaria disposto a tirar Rabello do comando do banco para colocar um nome ligado ao presidente da Câmara, (DEM-RJ), com quem o Palácio do Planalto busca uma reaproximação. O BNDES está submetido hoje ao .
— A única coisa que eu posso dizer, com certeza, é que ele não está sendo demitido — disse Oliveira, acrescentando, no entanto, que não sabe de conversas entre Maia e o Planalto sobre o banco:
— Só posso dizer o que eu sei aqui e agora. Não sei se é verdade que presidente Rodrigo Maia propôs isso (a saída de Rabello do cargo). Mas ele não está sendo demitido.
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Aliados de Temer dizem que, desde a escolha de Rabello, Rodrigo Maia nunca mais indicou outro nome para comandar o BNDES e que o presidente não tem nenhum interesse em destroná-lo. A única possibilidade de ele deixar o banco, dizem interlocutores de Temer, é caso queira concorrer à Presidência da República.
— Essa é uma falsa polêmica, o Rabello fica no governo. Ele só sai se quiser concorrer à Presidência — afirmou um auxiliar de Michel Temer.
Rabello almoçou com o presidente Michel Temer nesta quarta-feira e apresentou ao peemedebista os projetos do banco e o foco em estimular crédito para pequenos e médios empreendedores. O presidente do BNDES também discutiu com Temer os processos do Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo suspeitas de irregularidade na instituição financeira.
Rabello tem se envolvido em polêmicas desde que assumiu o BNDES no lugar de Maria Silvia Bastos. Ele chegou, por exemplo, a criticar a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que vai passar a corrigir os empréstimos do banco e que é uma agenda defendida por toda a equipe econômica. Perguntado sobre se estaria satisfeito com a gestão do presidente da instituição, Oliveira teceu elogios a Rabello:
— Estamos muito satisfeitos. Temos tido um trabalho colaborativo com o BNDES. As discussões que temos tido resultaram em iniciativas muito positivas sobre linhas de crédito para pequenas empresas e sobre a decisão de devolução de recursos para o Tesouro, que vai auxiliar no cumprimento da regra de ouro.
Sobre as críticas do presidente à TLP, o ministro afirmou:
— Houve no início alguns comentários sobre a TLP, mas isso está superado. A nossa visão é que a TLP é a saída que o BNDES precisa para continuar cumprimento o seu papel.
O Tesouro quer que o BNDES devolva em 2018 R$ 130 bilhões que foram emprestados à instituição nos últimos anos para aumentar o volume de empréstimos. Esses recursos são necessários para que o Tesouro não descumpra a chamada regra de ouro, pela qual o governo não pode fazer operações de crédito num volume acima de suas despesas com investimentos. O montante devolvido será usado para abater a dívida pública. Rabello também tem mostrado resistência a essa devolução.
Sobre a possibilidade de o BNDES comprar R$ 10 bilhões em créditos de risco da Caixa para melhorar os índices da instituição e prepará-la para uma abertura de capital, Oliveira disse que não está acompanhando o assunto, mas que qualquer operação será feita com segurança:
— Se houver alguma coisa, o BNDES não vai comprar ativos ruins. O banco não pode comprar ativos ruins.



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