Início Economia Ministro do Planejamento diz que estatais não podem ser deficitárias ou ter objetivos políticos
Economia

Ministro do Planejamento diz que estatais não podem ser deficitárias ou ter objetivos políticos

Envie
Envie

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse nesta quinta-feira que nenhuma estatal deve ser deficitária e que o foco deve ser o "interesse público e não objetivos políticos". Ele ainda antecipou que Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e Petrobras deverão ser as primeiras estatais a adotar completamente as regras da chamada nova lei das estatais, sancionada em 2016 e que traz critérios para nomeações, evitando indicações políticas, para remuneração dos dirigentes e ainda exigência de transparência nos dados das empresas.

Segundo o ministro, essas empresas devem alcançar os requisitos em março - abaixo do prazo previsto pela lei. O ministro disse ainda que nenhuma estatal deve ser deficitária e que o foco deve ser o "interesse público e não objetivos políticos".

Ele argumentou que as novas regras para nomeações e remunerações de dirigentes - que terão que atingir metas de desempenho - servirão para refor;ar esse aspecto público de funcionamento das estatais. Ao discursar, Dyogo de Oliveira disse que os funcionários não devem querer "salvar as empresas ou fazer algo extraordinário"e sim fazer o melhor que podem.

Para Dyogo Oliveira, as estatais precisam ser financeiramente sustentáveis. Ele citou a situação dos Correios, que acumula "vultosos déficits". O ministro participou nesta quinta-feira da abertura de seminário do Planejamento sobre a nova lei a boas práticas de gestão pública.

— BB, BNDES e Petrobras estão próximas de cumprir os requisitos. Provavelmente até março estarão totalmente adequados — disse o ministro.

Dyogo de Oliveira admitiu que as novas regras reduzirão as indicações meramente políticas.

— É preciso que o foco da gestão esteja nesse objetivo e não em objetivos políticos. A lei traz requisitos muito restritos a respeito da indicação de gestores para as estatais Ela resultará numa qualificação técnica desses dirigentes, o que é extremamente salutar e protege aquilo que é mais nobre, que é o interesse público. A nosso ver, nenhuma empresa pode ser deficitária. As empresas estatais, embora tenham uma finalidade pública, têm que se organizar de uma maneira sustentável — disse o ministro.

Ele anunciou ainda que o Planejamento está elaborando um novo boletim das estatais, já com base nas exigências da nova lei.

— Disse há poucos dias e repito (sobre os servidores): Não vamos fazer o extraordinário, não vamos ser heróis, tentar salvar as empresas, e nem fazer o mínimo para cumprir tabela, mas vamos fazer o máximo que cada um pode fazer — disse ele.

O ministro disse que o país está passando por uma "transição econômica e política".

— O mundo está on line, e o Estado está dissociado dessa realidade. E a sociedade espera das estatais essa mesma atitude — disse ele, cobrando excelência e agilidade nos serviços.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?