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Ministro do Planejamento critica concessões no texto da Previdência

BRASÍLIA — O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, criticou nesta sexta-feira as concessões discutidas para o texto da reforma da Previdência, cuja ideia é privilegiar os servidores públicos que entraram na carreira até 2003.

— Gostaríamos de votar o texto tal qual apresentado, mas a discussão no Congresso gera negociação — admitiu o ministro.

Apesar das críticas, Dyogo Oliveira afirmou que o mais importante é "preparar a base para retomar a votação em fevereiro", quando será votada a proposta na Câmara. Perguntado se a discussão sobre flexibilizar as regras para servidores públicos não contraria o discurso do governo de que quer eliminar privilégios, o ministro disse que negociações fazem parte da discussão.

— De fato, à primeira vista seria uma concessão adicional dentro do processo, mas estamos num processo de negociação e eventualmente alguma concessão pode ser feita. Não é que gostaríamos, mas faz parte da discussão.

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