BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, viaja neste fim de semana a Washington para tentar reabrir o mercado americano para a carne bovina “in natura” brasileira. Há quase um mês, os Estados Unidos suspenderam a importação de carne fresca do Brasil, devido a resultados negativos em testes de qualidade causados por reações à vacina contra febre aftosa. O ministro terá um almoço de trabalho, na segunda-feira, com o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue. Não será a primeira vez que os dois vão se encontrar:
— Já o conheço de algum tempo. Ele [Sonny Perdue) foi governador da Geórgia e eu governador de Mato Grosso. Nós trocamos visitas, ele ficou três dias comigo no Pantanal e visitou fazendas no estado. Então, nós temos uma proximidade e podemos conversar. Sei que essas liberações são técnicas, mas eu quero explicar para ele o que aconteceu no Brasil. Vamos ver se a gente consegue fazer com o que o Brasil volte a fazer exportações para o mercado americano, dando total garantia daquilo que estamos fazendo — disse o ministro da Agricultura.
A visita de Blairo Maggi foi precedida pelo envio de uma missão técnica do Ministério da Agricultura, que se reuniu com funcionários do governo daquele país. Explicaram que uma das medidas já tomadas foi a determinação a frigoríficos que carnes in natura de cortes dianteiros (local de aplicação da vacina) sigam apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras, a fim de identificar facilmente eventuais problemas.
— Depois da suspensão, fizemos as mudanças necessárias no retalho de carnes, para dar segurança segurança absoluta de que aquilo que está indo para os EUA, ou vendido no mercado interno, não tenha mais esse tipo de problema. A visita dos técnicos é para falar tecnicamente sobre esse assunto.

