Por Makiko Yamazaki e Leika Kihara
TÓQUIO, 28 Ago (Reuters) - O ministro das Finanças e o presidente do banco central do Japão participarão da reunião dos ministros das Finanças do Grupo das 20 principais economias (G20), que será realizada na próxima semana nos Estados Unidos, preparando o terreno para um novo debate sobre políticas destinadas a reverter a persistente desvalorização do iene.
Autoridades das economias do G20, reunidas na cidade de Asheville, na Carolina do Norte, devem debater as repercussões econômicas globais da guerra no Oriente Médio, os apelos dos EUA por novas sanções contra o Irã e o espinhoso tema dos desequilíbrios globais.
A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse nesta sexta-feira que espera contribuir para as discussões sobre a economia global na reunião, da qual, segundo o Banco do Japão, o presidente Kazuo Ueda também participará — o que poderá permitir que ele se encontre com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Os mercados financeiros estão atentos para saber se Katayama e Ueda se encontrarão com Bessent à margem do encontro do G20, após a intervenção cambial coordenada entre Japão e EUA no mês passado para sustentar o iene em queda.
Embora o do iene tenha saído do menor patamar em 40 anos, próximo de 164 por dólar, atingida no mês passado, ele voltou a cair para cerca de 160 após um salto para 155,20 logo após o anúncio da ação conjunta. Nesta sexta-feira, ele estava cotado a 159,60 por dólar.
“A declaração com o secretário Bessent sobre a intervenção conjunta foi muito firme e continua válida”, disse Katayama em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, quando questionada sobre o iene persistentemente fraco.
Bessent havia dito que estava ansioso para se encontrar com Ueda em Asheville, ao mesmo tempo em que dava um recado para que o banco central aumente as taxas de juros como parte dos esforços do Japão para conter a desvalorização do iene.
As opiniões públicas de Bessent sobre a política monetária do Japão, bem como uma série recente de comentários duros do Banco do Japão (BOJ), levaram os mercados a precificar uma probabilidade de 80% a 90% de um aumento das taxas em sua próxima reunião, em setembro.




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