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Economia

Mesmo com liminares contrárias, setores de transportes e educação prometem parar na 6ª

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo após a Justiça do Trabalho, em decisões liminares (provisórias), exigir que Metrô, trens da CPTM e ônibus circulem com quase toda a capacidade na próxima sexta (14), trabalhadores afirmam que manterão a greve.

A paralisação, de caráter nacional, foi convocada em 1º de maio pelas centrais sindicais, entre elas UGT (União Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical.

Os sindicatos têm como principal alvo a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). Outras pautas são a reversão dos cortes na educação e a criação de medidas que levem à redução dos índices de desemprego.

Entre as categorias que aderiram ao movimento estão professores da rede pública e particular, metalúrgicos, bancários e trabalhadores da construção civil.

Professores de ao menos 33 escolas particulares em São Paulo não darão aula, segundo o Sinpro-SP, sindicato da categoria. A lista inclui locais tradicionais como o colégio Equipe, Escola da Vila, Santa Cruz (com paralisação parcial) e Vera Cruz.

Mesmo com essas adesões, um dos pontos apontados como mais importantes para a obtenção do sucesso da greve, segundo os articuladores do movimento, é a interrupção dos serviços de transporte.

Ele é ameaçado por decisões da Justiça concedidas desde a noite de terça-feira (11).

Em São Paulo, o Metrô conseguiu liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante do dia. Já a CPTM obteve liminar para manter 100% do quadro durante todo o horário de operação.

A SPTrans, que administra os ônibus na capital paulista, informou na tarde de quarta ter obtido decisão favorável para garantir a circulação de veículos, em especial nos horários de pico. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 100 mil por dia.

Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários, diz considerar liminares como essas naturais e que, em audiência de conciliação, tentará reverter a situação.

"Vamos argumentar que a liminar é impraticável, descaracteriza o movimento."

Segundo ele, oferecer uma operação reduzida em vez de interromper toda a circulação de trens seria perigoso. A ação poderia causar tumulto devido à espera longa a qual obrigaria os passageiros.

É esperado que as linhas 1, 2 e 3 sejam totalmente interrompidas, segundo Fajardo. Ele diz que tentará convencer funcionários das linhas 4 e 5, operadas por consórcios privados, a parar durante o dia.

Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, diz considerar a obrigação de manter a operação inconstitucional. "O movimento está mantido e teremos assembleia amanhã para organizar a greve."

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo diz estar tomando todas as medidas necessárias para garantir o transporte dos passageiros.

A pasta diz considerar o objetivo da paralisação ideológico e que conta com o bom senso das categorias, para que não prejudiquem mais de 8 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM.

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