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Mercado abre em alta após vitória de Macron, mas interrompe rali

LONDRES E PARIS - As Bolsas europeias abriram em leve alta nesta segunda-feira, após Mas o mercado financeiro agora já está de olho nos desafios que ele enfrentará em seu governo.

Se na decisão do primeiro turno em que Macron mostrou maioria da intenção de votos o mercado se aproximou de recordes de décadas, a confirmação de seu nome para a presidência da França fez o foco dos investidores se voltar para as dificuldades que ele enfrentará para governar um país dividido.

O FTSE-100 de Londres abriu estável (+0,03%), enquanto em Paris o índice CAC-40 operava em alta de 0,17%. Em Frankfurt, o índice Dax ganhava 0,33%. O euro chegou a ser negociado no maior nível em seis meses, a US$ 1,10, mas depois chegou a US$ 1,0955. Na linguagem do mercado, é um caso clássico de compra no rumor e venda no fato.

A preferência do mercado por Macron, em contraponto à candidata de extrema direita Marine Le Pen, se deve a inúmeros fatores, mas especialmente por causa de suas visões da Europe. Macron é um claro defensor da União Europeia e do euro, enquanto Le Pen propôs a saída da França do bloco e da União Europeia.

A vitória de Macron afasta os temores de que a França estava em um caminho que levaria à sua saída do bloco e do euro. E também é um fator que vai contra à onda populista da qual faz parte o voto do Reino Unido pelo Brexit e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos. Pela terceira eleição seguida na Europa os populistas ficaram para trás: primeiro Norbert Hofer na Áustria e depois Geert Wilders na Holanda.

A derrota de Le Pen, no entanto, não acaba com o fato de que a França se mantém como uma sociedade dividida, com uma série de questões. Afinal, quase onze milhões de pessoas votaram por Le Pen, um terço de todos os que votaram. Quase metade do eleitorado francês decidiu por candidatos que tornaram a condenação da globalização um tema central das campanhas. Some-se a isso o número recorde de abstenções na eleição, com a menor participação e a derrota de partidos tradicionais.

“Sabendo de tudo isso, o novo presidente pode considerar que a vitória foi a parte fácil”, disse Michael Hewson, analista-chefe de mercado do CMC Markets.

A avaliação de como seguirão a presidência e o comportamento do mercado deve depender do resultado das eleições para o Parlamento francês, em junho. Depois disso, Macron vai apontar um novo primeiro-ministro, que então formará um novo governo. Há chances de que ele terá que governar com representantes de partidos que vão muito além de seu movimento político.

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