PARIS – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considerou como “extremamente positiva” a reunião desta manhã em Paris em que defendeu a candidatura do Brasil de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa 35 países, a maioria do bloco de países desenvolvidos. O Brasil aprofundou sua relação com a OCDE nos anos 1990 e atualmente é um parceiro-chave da organização, mas formalizou na semana passada um pedido para participar como membro efetivo do grupo.
— Nossa candidatura foi recebida com bastante entusiasmo. Estamos com um programa de reformas importantes no Brasil, e mostrei que a entrada na OCDE faz parte de uma agenda de abertura e de adoção de padrões modernos de administração e de normatização econômica — disse o ministro, que expôs as razões da candidatura brasileira em um encontro com o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, e representantes dos países membros.
Meirelles também confirmou as negociações para a abertura de um escritório da OCDE em Brasília, ainda sem data prevista.
Os governos Lula e Dilma Rousseff nunca desejaram formalizar uma candidatura do Brasil à OCDE, considerada como o “clube dos países ricos”. Meirelles enfatizou a importância da atual mudança de postura em relação à organização.
— A ideia da OCDE é ser uma organização que congrega os países mais relevantes do mundo, e o Brasil é um deles. É uma organização que demanda e pratica normas modernas de administração econômica, de gestão, de transparência, de abertura e de ética, e claramente o Brasil se enquadra nisso. Tudo o que a OCDE propõe são coisas que já estamos aplicando no Brasil e que fazem parte da agenda de reformas do país. Foi expressado um forte apoio ao que o Brasil está fazendo.
Uma decisão sobre a aceitação ou não da candidatura brasileira será decidida em uma reunião dos países membros da OCDE no dia 12 de julho.
* Especial para o GLOBO

