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Meirelles diz que governo avalia melhor formato e condições de mercado para venda da Eletrobras

BRASÍLIA. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira que o governo ainda avalia modelagens e condições de mercado para definir como e em que cronograma será realizada a privatização da Eletrobras. A medida foi anunciada ontem pelo Ministério de Minas e Energia, com previsão de arrecadação de R$ 20 bilhões. Questionado, o ministro não disse se o recurso entraria em 2017 ou 2018.

— Nós estamos agora trabalhando na modelagem do processo e fazendo avaliação de como será encaminhado tudo isso e tão logo tenhamos números mais precisos e avaliações de mercado um pouco melhor concretizadas aí nós vamos fazer o anúncio completo.

Meirelles ainda disse que o governo estuda uma nova antecipação de parte do passivo que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem com o Tesouro Nacional. Uma devolução de R$ 100 bilhões já foi feita no fim do ano passado, uma das medidas anunciadas pelo governo para melhorar as contas públicas e reduzir a dívida pública. Ele ponderou, no entanto, que isso ainda está em fase de análise e não falou em valores:

_ É um dos pontos em discussão, em andamento, estamos analisando o fluxo de caixa da instituição, vendo quais são as demandas de crédito para esse ano e o próximo, qual é a demanda de investimento, para saber até que ponto esses recursos justificam ficar no BNDES ou se teriam melhor uso de curto prazo serem devolvidos para o Tesouro com amortização da dívida pública.

CEMIG

Questionado, o ministro disse que o governo ainda trabalha com a realização do leilão de quatro usinas hidrelétricas da Cemig, em Minas Gerais. O senador Aécio Neves (PSDB/MG) tem articulado para que o leilão não aconteça e para que a Cemig consiga manter três das quatro usinas.

Meirelles afirmou que a empresa está tentando levantar recursos com o BNDES e com outros bancos e que o governo vai “analisar a proposta da Cemig como propostas de outras operadoras”. Ele ressaltou que, para o governo, o importante é que a proposta seja “financeiramente viável e atenda os interesses da União”.

_ O leilão está marcado. A Cemig terá direito a participar do leilão. Para ela conseguir trazer uma proposta que possa justificar a não existência do leilão ainda falta muito. A Cemig tem um caminho grande a andar para fazer isso _ disse.

Ele ainda disse que a reversão de alguns vetos feitos pelo presidente Temer ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2018 e o novo texto do Refis ainda estão em fase negocial. Hoje, o ministro tem uma reunião com a equipe da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, segundo ele, até amanhã, deverá haver nova reunião sobre Refis.

— A Cemig de fato está tentando levantar recursos não só no BNDES mas com outros bancos. Isso faz parte do processo. Nós vamos analisar a proposta da Cemig como propostas de outras operadoras. Portanto, do nosso ponto de vista, o importante é que a proposta seja financeiramente viável e atenda os interesses da união.

O leilão está marcado. A Cemig terá direito a participar do leilão. Para ela conseguir trazer uma proposta que possa justificar a não existência do leilão ainda falta muito. A Cemig tem um caminho grande a andar para fazer isso.

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