BRASÍLIA - O futuro ministro da articulação política, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira que houve um "curto-circuito" por parte do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao dizer ontem que o governo havia decidido deixar a para fevereiro do ano que vem. Segundo Marun, cuja , não há acordo sobre o tema e Jucá não poderia ter falado em nome do governo, já que o presidente Michel Temer sequer estava em Brasília. Segundo Marun, a reforma da Previdência começará a ser discutida hoje e só depois dessa fase é que será tomada uma decisão sobre a data da votação.
O Palácio do Planalto sabe que não conta com os 308 votos necessários para aprovar a matéria. A decisão sobre quando votar cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais fiadores da reforma. Ele vem repetindo reiteradamente que só haverá votação quando for atingido o número mínimo de votos.
— Eu acredito que deva ter havido um curto circuito de informação, já que não poderia ter sido tomada a decisão na ausência do presidente, o presidente não estava aqui. Mas houve essa antecipação, não nego que causou alguma celeuma, mas é um episódio superado — disse Marun.
O entendimento expresso ontem por Jucá já havia sido discutido por Temer e Maia, em reuniões fechadas, mas o governo ainda queria insistir em levar o debate em plenário adiante, na esperança de se formar uma onda de adesão à reforma. Temer foi submetido a um procedimento cirúrgico em São Paulo, ontem, e segue internado.

