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Marun diz que decreto sobre Eletrobras não é afronta ao Congreesso

BRASÍLIA - Um dia depois de anunciar que incluiria a no Programa Nacional de Desestatização (PND), uma ofensiva na tentativa de acelerar a privatização da empresa, o governo suavizou o tom. O ministro da Secretaria de Governo, , afirmou nesta quinta-feira, acompanhado do ministro , da Fazenda, que houve uma “confusão” na forma como o foi entendido e que não há nenhuma intenção de atropelar o Congresso Nacional na análise da venda da estatal.

A inclusão da Eletrobras no PND permitiria a contratação dos estudos técnicos necessários para a operação. O anúncio da edição do decreto foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, durante sua posse ontem. Segundo ele, a publicação da norma seria feita hoje, mas isso não ocorreu.

— Não queremos de forma nenhuma que o decreto pareça uma forma de ultrapassar a opinião do Congresso. Ele deve ser publicado, mas de forma que isso seja garantido.

Guardia voltou a frisar que a privatização da Eletrobras é assunto prioritário do governo e que todos os esforços serão concentrados na aceleração dessa matéria. Segundo ele, o governo vai começar uma interlocução com o relator da proposta nessa semana. O ministro da Fazenda afirmou ainda que pretende apresentar o projeto de reforma do PIS/Cofins ainda no primeiro semestre.

Inicialmente a pergunta sobre a privatização da Eletrobras havia sido direcionada ao ministro Guardia. O titular da Fazenda, no entanto, não sabia da decisão do governo de segurar a publicação do decreto. Coube a Marun pegar o microfone e esclarecer o assunto.

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