BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou a atenção para novas exigência feitas por alguns partidos que podem diminuir o alcance da reforma da previdência. Segundo ele, é preciso que a proposta a ser aprovada leve a uma economia que seja igual a pelo menos metade do que seria poupado com o texto original. O governo vem cedendo em vários pontos para que a reforma da previdência passe no Congresso.
— A gente sabe que agora alguns partidos apresentam outras demandas que, me parece às vezes, vão acabar tirando a importância da reforma. Então vamos ver se a gente consegue 308 votos naquilo que é o mais importante, que a gente possa manter pelo menos metade da economia pensada no início da tramitação dessa emenda constitucional — disse Rodrigo Maia.
A declaração foi dada na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), onde tinha acabado de se encontrar com a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia. Ele também negou ter dito que o ideal é que a reforma seja aprovada somente em fevereiro de 2018.
— O que eu disse é que o ideal é que tudo fosse votado no mesmo mês. Mas como tinha o Carnaval no mês, era inviável votar no mesmo mês. Então nos restaria votar este ano, apesar de toda a dificuldade que a gente tem de construir um consenso para aprovar o texto da previdência.

