BRASÍLIA — O presidente da Câmara, deputado (DEM-RJ), disse que a nunca é um "tema otimista" e elogiou a proposta de privatização da . Segundo Maia, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse a ele que enviará em breve um projeto sobre reordenação do setor elétrico. Ele disse que há projetos alternativos na economia, mas que não resolvem o problema do "rombo" na Previdência, e afirmou que já avisou ao presidente Michel Temer que última conversa com os líderes dos partidos sobre Previdência é necessária.
Ele disse que o governo acertou ao mandar a proposta de privatização da Eletrobras por projeto de lei e não por Medida Provisória. Segundo ele, o governo tem 60% de participação ne empresa e ficaria com 40%.
— Está no caminho certo, não poderia ser por Medida Provisória. Não seria democrático a Câmara ser ouvida antes. Modelagem muito positiva apresentada pelo ministro. Vai vender parte das ações, e, como aconteceu com a Vale do Rio Doce, o Brasil poderá no futuro manter sua participação ou poderá vender sua participação com ações mais valorizadas do que estão neste momento — disse Maia.
Ao comentar o fato de o presidente Michel Temer ter admitido a possibilidade da reforma da Previdência não ser aprovada, Maia disse que nunca se é otimista sobre o assunto.
— Não interpretei deste jeito (a fala do presidente já como derrota), tão pessimista. Esse é um tema para a gente nunca estar otimista porque é um tema muito polêmico, porque sempre se vende a tese de que a reforma da Previdência vem para tirar dos pobres. E o projeto é exatamente o contrário: transferência de renda. Se não tomarmos cuidado, vamos chegar a um ponto, daqui um ou dois anos, de ter que fazer uma reforma da Previdência igual a de Portugal e da Grécia, que cortou aposentadorias — disse.
O presidente da Câmara reafirmou que fez alertas sobre o racha na base aliada, após as votações das duas denúncias apresentadas contra o presidente:
— Disse que a situação pós denúncia era muito difícil e que a base estaria muito machucada com a votação. Não dá para a gente cobrar nada neste momento.
Maia listou propostas alternativas à reforma: reordenação dos setores de energia e petróleo e gás; a questão do destravo na construção civil e a própria privatização da Eletrobras. Ele ainda disse que até o final do ano vota a proposta organizando super salários, que veio do Senado. Além disso, espera que o Senado também vote o pacote de segurança que está atualmente em discussão na Câmara.

