BRASÍLIA - O presidente da Câmara, (DEM-RJ), afirmou que não vai mais colocar nenhuma Medida Provisória em votação enquanto não for alterada a Constituição para se adotar um novo rito de tramitação deste tipo de proposta. Com a decisão, a que permite ao Banco Central fechar com instituições financeiras perderá a validade. Maia anunciou a decisão em plenário após lideranças do governo terem participado de movimento para esvaziar o plenário na votação da MP com objetivo de avançar os trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer.
— Não vamos votar nenhuma Medida Provisória até regulamentar. E já avisei ao presidente que MP que não tiver relevância e urgência será devolvida — afirmou Maia em entrevista após a sessão.
Ele criticou a decisão do governo de esvaziar o plenário e afirmou que o movimento foi um desrespeito ao presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que negociou a proposta e se encontrou com o próprio Maia para pedir a aprovação da medida.
— Sem nenhum motivo, no meu ponto de vista, a orientação do governo foi para que deputados da base não dessem presença na votação. Então tem que ficar caracterizada a responsabilidade pela derrubada da Medida Provisória, que eu não poderia aceitar que fosse minha, numa área que conheço, o setor financeiro, em que trabalhei. E com todo esse trabalho feito pelo presidente do Banco Central fosse desrespeitado pelo próprio governo. Hoje o presidente do BC foi desrespeitado — afirmou Maia.
O presidente da Câmara afirmou que propostas como as mudanças na reforma trabalhista e o adiamento de reajustes aos servidores devem ser encaminhados por projeto de lei por não serem "urgentes". Ele afirmou que a discussão da leniência do BC também deverá ser retomada por projeto de lei uma vez que o próprio governo impediu a votação.



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