BRASÍLIA - O presidente em exercício, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governo não soube avaliar o impacto que extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), no coração da Amazônia, teria junto à sociedade. Ele disse que não seria "elegante" revogar, como presidente temporário, um decreto assinado pelo presidente Michel Temer, que está em viagem oficial à China.
— Foi uma decisão tomada pelo presidente, não vou, como presidente em exercício, tomar nenhuma decisão em relação a decisões que o presidente já tomou sem um pedido do próprio presidente. Sustar um ato do presidente não seria uma decisão no mínimo elegante de minha parte. Talvez o governo não tenha avaliado o impacto que uma decisão de liberação de uma área mineral poderia ter na sociedade. Qualquer coisa que se faz naquela região tem muito impacto no Brasil e no mundo, e a gente precisa entender isso — avaliou Maia.
O deputado disse que o tema não deveria ter gerado tanta polêmica, já que o próprio ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, explicou que o decreto presidencial não mexeria nas áreas de preservação ambiental, nem alteraria a legislação ambiental.
Mais cedo, no mesmo local onde Maia falou, o Salão Verde da Câmara, um grupo de parlamentares de vários partidos e representantes de ONGs ambientalistas atacaram o decreto de Temer e pediam sua revogação. Uma decisão liminar da Justiça do Distrito Federal suspendeu os efeitos da decisão de Temer de extinguir a reserva.

