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Maia contraria Eunício e sinaliza dificuldades em votar Previdência em novembro

BRASÍLIA — Em dissonância com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que não é uma coisa simples deixar a reforma da Previdência para novembro. Segundo Maia, se a proposta não for votada ainda este mês, analisá-la para o final do demandaria uma nova negociação com o presidente que tiver sido eleito, pois ele não pautará essa matéria sem que haja a concordância do Palácio do Planalto. As eleições estão marcadas para outubro deste ano, e até o momento o cenário da corrida presidencial está bastante indefinido.

— Eu acho que novembro é uma questão do próximo presidente, não há possibilidade de eu pautar a reforma da previdência sem que seja uma agenda do próximo presidente da República e essa é uma questão que a própria eleição pode resolver. Ou se não votar em fevereiro, pode ficar para o ano que vem — disse Maia.

Mais cedo, Eunício havia dito que não seria nenhuma "catástrofe" se a votação da reforma da Previdência ficasse para novembro.

— Não estou defendendo que a reforma fique para novembro. O que estou dizendo é que se a Câmara não votar, qualquer que seja o candidato eleito presidente vai ter que fazer. E o próximo presidente que assumir terá que fazer olhando os números e fazer uma reforma profunda, acabando com os privilégios. Não uma proposta superficial como a que atualmente está em pauta. Se fosse para aprovar só a mudança da idade mínima isso já teria sido resolvido ano passado — avaliou Eunício.

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