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Lucro líquido do Bradesco cai para R$ 2,88 bilhões no terceiro trimestre

SÃO PAULO - O Bradesco encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,88 bilhões, uma queda de 10,9% em relação ao resultado do mesmo período de 2016. O recuo nos ganhos do segundo maior banco privado do país deveu-se aos custos do programa de demissões voluntárias (PDV) lançado este ano, que teve a adesão de 7.400 funcionários e gerou despesas adicionais da ordem de R$ 2,3 bilhões, e que foram lançadas já no balanço do trimestre passado. Daí, os ganhos menores.

-- Essa é uma prática normal, fazer o provisionamento integral das despesas (que serão geradas no processo de desligamento de pessoal) de uma vez. Fizemos as projeções de todos os custos e os contabilizamos o valo integral neste trimestre. Mas o PDV vai nos permitir uma economia da ordem de R$ 1,5 bilhão ao ano, e portanto em 18 meses essa economia já terá pago essa despesa de R$ 2,3 bilhões -- explicou o o diretor-vice-presidente Alexandre Gluher, em teleconferência com jornalistas nesta quart-feira.

Segundo o executivo, mais da metade dos funcionários que aderiram ao PDV já deixaram o banco, outro número significativo se desliga até o final do ano, restando um número residual para o primeiro trimestre de 2018. Nesse processo de ajuste de custos, o Bradesco também fechou 223 agências entre os meses de julho e setembro, totalizando 492 pontos fechados desde o início do ano.

-- Não concluímos ainda o processo de sobreposição de agências, que deve continuar ainda neste trimestre -- disse o executivo.

Em termos recorrentes, descontado o efeito do PDV e de outros eventos que não se repetirão nos próximos trimestres, o lucro líquido do Bradesco cresceu 7,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, alcançando R$ 4,8 bilhões. Assim, no acumulado dos nove primeiros meses do ano o lucro acumulado pelo Bradesco soma R$ 14,16 bilhões, 11,2% a mais que no mesmo período do ano passado. Seu principal concorrente privado, o Itaú Unibanco, fechou os nove primeiros meses do ano com ganho líquido recorrente de R$ 18,6 bilhões, alta de 13,9%.

Mas, como aconteceu com o Itaú, o Bradesco também viu sua carteira de crédito encolher 6,7% na comparação anual, fechando setembro com estoque de R$ 486,8 bilhões em operações contratadas. Na média da carteira total do banco, a inadimplência (atrasos com mais de 90 dias) apresentou recuo, de 5,4% em setembro de 2016 para 4,77% no final do

trimestre passado.

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