RIO - A Vale apresentou lucro líquido de R$ 306 milhões no segundo trimestre, 410% maior que em igual período do ano passado. Em relaçao ao primeiro trimestre, os ganhos despencaram. Entre janeiro e março de 2018, o lucro líquido fora de R$ 5,1 bilhões.
A desvalorização de 16% do real no segundo trimestre foi um dos fatores que mais pesaram negativamente no resultado, ofuscando em parte o recorde de vendas de minério de ferro e pelotas. Isso porque cerca de 90% da dívida da empresa são atreladas à moeda americana. O dólar mais forte, portanto, aumenta o endividamento, impactando o lucro líquido. Segundo a Vale, a depreciação do real reduziu o lucro líquido em R$ 7,3 bilhões.
Outro fator que afetou o resultado foi o aumento em R$ 1,5 bilhão na provisão (reserva para eventuais perdas futuras) para o acidente da Samarco. Semana passada, a Vale informou que iria ampliar a provisão. Originalmente, a empresa considerava uma cifra de R$ 3,7 bilhões, feita no segundo trimestre de 2016 e baseada nas estimativas preliminares do custo total dos 42 programas que seriam implementados pela Fundação Renova, responsável pela gestão dos projetos.
O lucro recorrente, aquele que exclui os itens que não afetam o caixa da empresa — como câmbio e provisões—, foi de R$ 7,6 bilhões, ante R$ 5,8 bilhões no primeiro trimestre.

