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Lindbergh vê 'corporativismo' de Galípolo em negativa de culpa de Campos Neto no caso Master

Estadão

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disse, nesta segunda-feira, 13, que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, agiu com "corporativismo" quando afirmou que nenhum processo indicava culpa do seu antecessor, Roberto Campos Neto, nas fraudes envolvendo o Banco Master.

"Eu acho que essa postura do Galípolo joga luz sobre todo o Banco Central", disse o ex-líder do PT na Câmara, em entrevista à Globonews. "A Polícia Federal tem de investigar tudo, quem está protegendo quem, como é, o que foi feito. Eu acho que só tem esse caminho."

As declarações são mais uma demonstração da insatisfação do PT e do governo com a postura de Galípolo. Na última quarta-feira, 8, o banqueiro central disse explicitamente que nenhuma auditoria ou sindicância mostra qualquer culpa por parte de Campos Neto, contrariando a estratégia do Planalto de imputar a responsabilidade pelo caso ao ex-presidente do BC e ao governo Jair Bolsonaro.

Lindbergh disse que as falas de Galípolo caíram "muito mal" e que pessoas do governo ficaram desanimadas com o teor das declarações. Segundo o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que os nomes dos responsáveis pelas fraudes no Master sejam divulgados.

'Grande blindagem' sobre Campos Neto

O deputado afirmou que houve uma "grande blindagem" sobre Campos Neto. No fim de 2019, no início da gestão dele, o BC autorizou a compra do antigo Banco Máxima, depois rebatizado de Master, por Daniel Vorcaro.

A operação havia sido rejeitada meses antes, no começo do ano, durante a gestão de Ilan Goldfajn.

Lindbergh disse, ainda, que Campos Neto chegou a encaminhar os nomes de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, os servidores do BC acusados de trabalhar a favor do Master dentro da autarquia, para a diretoria de Fiscalização. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad acabou optando pelo atual chefe da diretoria, Ailton Aquino.

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