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Líderes governistas avaliam que o adiamento do reajuste dos servidores sofrerá resistências no Congresso

BRASÍLIA - O Congresso ainda está digerindo o pacote de medidas de ajuste fiscal, anunciado ontem pela equipe econômica para ajudar no fechamento da meta fiscal de 2018, mas para líderes do governo algumas delas com o adiamento do reajuste dos servidores públicos enfrentará forte resistência dos parlamentares. Segundo o vice-líder do PRB, deputado Beto Mansur (SP), será preciso muita negociação para convencer os partidos da base de apoio a aprovar os projetos. Praticamente todo o conjunto de propostas depende da aprovação do Legislativo.

— O pessoal ainda está lendo as medidas. Mas como sempre aumento de alíquota e retenção nos reajustes sempre dão ruído na base. Vamos ter que conversar e convencer — destacou Mansur.

— O esforço já está em curso — emendou o líder da maioria na Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que ainda precisa tomar o pulso da Casa sobre as medidas de corte de gastos. Ele destacou que o governo pelo menos ouvir as lideranças antes de anunciar o pacote e não propôs aumento de impostos para pessoas físicas e CPMF, por exemplo.

— Vamos conversar para tomar o pulso da Casa. Pelo menos eles (governo) nos ouviu — disse o presidente do Senado ao GLOBO.

Já os partidos da oposição prometem engrossar o coro das centrais sindicais e estimular greves em todo o país em protesto às medidas que prejudicam os servidores.

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